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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Singela homenagem a “mãe” de mais de 1 MILHÃO de famílias

Inicio esse post sem saber ao certo o que escrever, nem que título colocar... Sou do tipo de pessoa que acha hipocrisia lamentar a morte de apenas uma pessoa, por que ela é famosa, ou então ficar de “luto”, como no caso da Eloá e até da pequena Isabella, como se crimes tão, ou mais horrendos não ocorressem todo dia, as vezes bem mais perto de nós.

Claro, são crimes hediondos, não deveriam acontecer,e não devemos aceitar isso como parte da rotina, só acho um abuso, um absurdo a novela que a mídia faz em cima disso e das famílias das vítimas, gente que muitas vezes, só quer justiça e paz, pra curar as próprias feridas.

Mas hoje eu vim aqui, em meio a uma catástrofe com mais de cem mil vitimas, me lamentar por uma em especial, uma das poucas pessoas que realmente entendia o significado e o valor de cada vida humana: Dra. Zilda Arns.

A médica pediatra e sanitarista fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns está entre as vítimas do terremoto do Haiti. A informação foi confirmada hoje pelo gabinete do senador Flávio Arns (PSDB-PR), que é sobrinho de Zilda.

Eu cresci vendo a admiração nos olhos de minha mãe, que trabalhava na Pastoral da Criança da localidade onde me criei, quando ela falava dessa mulher, que se tornou um exemplo pra mim, e deveria ser exemplo a muitas outras pessoas.

Junto com minha mãe, fui voluntaria durante muito tempo desse projeto, eu vi o impacto que ele tem na vida de muita gente, e tudo começou com essa mulher, em 1983, e já salvou mais de 1 MILHÃO de pessoas.

Um dos principais projetos que Zilda coordenava era o de Alimentação Enriquecida, que consistia em educar as populações carentes sobre meios de enriquecer a alimentação do dia a dia com alimentos disponíveis na região. Além da Pastoral da criança que atua em 27 países, Zilda Arns também estava envolvida na coordenação da Pastoral da Pessoa Idosa, e participava como representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Conselho Nacional da Saúde e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Sua atuação rendeu diversos prêmios e homenagens no Brasil e no mundo, entre eles a comenda da Ordem do Rio Branco (2001), Prêmio de Direitos Humanos (2000), Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (conferido em 1998 pela Unicef), Heroína da Saúde Pública das Américas (conferido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2002), o prêmio Woodrow Wilson (2007), além de ter recebido o título de doutor honoris causa em cinco universidades. Em 2001, a Pastoral da Criança brasileira concorreu ao Prêmio Nobel da Paz, conferido ao então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.