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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Engenheiros do Hawaii V: Somos quem podemos ser

Considero essa, uma das melhores letras dos Engenheiros, mesmo não sendo uma das minhas preferidas, ela tinha que faezr parte dessa série.



Somos quem podemos ser


Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração...


A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...


Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...


Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum...


A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...


Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...


Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...


Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...





Composição: Humberto Gessinger

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Engenheiros do Hawaii II: Dom Quixote

Você pode até dizer "Nossa, dentre tantas músicas muito melhores dos Engenheiros, por que postar Dom Quixote?!", eu responderia que por dois motivos:


1. Eu não estou aqui para fazer um top, com as melhores músicas dos Engenheiros;


2. Também conservo um certo amor às causas perdidas. Uma visão otimista e romântica sobre várias coisas, a vontade de fazer o melhor possível, mesmo que não baste pra acabar com todos os problemas do mundo.


moinhos


Dom Quixote



Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento

Muito prazer...ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

Composição: Humberto Gessinger / Paulo Gauvão