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domingo, 13 de março de 2011

Pra Ser Sincero

Bom, finalmente chegaram minhas últimas aquisições literárioas, Pra Ser Sincero e Mapas do Acaso, ambas escritas por Humberto Gessinger grande compositor e líder dos Engenheiros do Hawaii.

Achei que meu puff do Grêmio seria um bom plano de fundo para a foto dos meus livros. ^^


Devorei Pra Ser Sincero em um dia, infelizmente, ainda não pude começar a ler Mapas do Acaso, espero conseguir chegar a ele durante a semana que vem.(yn)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Engenheiros do Hawaii VI: Melhores Frases

Bom, pra encerrar essa série de posts sobre uma das minhas bandas favoritas resolvi fazer esse post, com as melhores frases das  composições do Humberto, e olha que não são poucas, então se você lembrou de alguma que eu não coloquei aqui, reclama nos comentários e que atulaizo o post!

XD




De Surfando Karmas & DNA, temos:


“Na falta de algo melhor, nunca me faltou coragem”


“Se eu soubesse antes, o que sei agora, erraria tudo exatamente igual”

“Na falta do que fazer, inventei a minha liberdade”




"Meu sangue ainda corre nas veias, mas é por pura falta de opção"

Além dos Out-doors





“O que não tem fim sempre acaba assim”

Novos Horizontes




 

“A medida de amar é amar sem medida”

Números




 

“Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho...Feitos um pro outro, feitos pra durar uma luz que não produz sombra”

3 x 4




 

“Já perdemos muito tempo brincando de perfeição, esquecemos o que somos, simples de coração”

Simples de coração




 

“Não vejo nada e o que eu vejo não me agrada, não ouço nada e o que ouço não diz nada”

A promessa




 

“Um dia super, uma noite super, uma vida superficial, entre cobras, entre escombros da nossa solidez”

Muros e Grades




 

“Na verdade "nada" é uma palavra esperando tradução”

Piano Bar




 

“Se tudo passa, talvez você passe por aqui, e me faça, esquecer tudo que eu vi”

Toda forma de poder




 

“Eu fui sincero como não se pode ser”

Refrão de um bolero




 

"O melhor esconderijo, a maior escuridão, já não servem de abrigo já não dão proteção"

“Que a chuva caia como uma luva, um dilúvio um delírio, que a chuva traga alívio imediato”

Alívio imediato




 

“Se você ouvice as vozes que ouço a noite, acharia tudo que eu faço natural”

Vozes




 

“Eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem, que não passa por aqui, que não passa de ilusão”

A Revolta dos Dândis




"Tudo é igual quando se pensa em como tudo poderia ser. Há tão pouca diferença e há tanta coisa a fazer"

A Revolta dos Dândis II



"Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir. Não queremos ter o que não temos, nós só queremos viver"


Infinita Highway




"Nem tão longe que eu não possa ver, nem tão perto que eu possa tocar. Nem tão longe que eu não possa crer que um dia eu chego lá"

Montanha




"Quero explodir as grades e voar, eu não tenho pra onde ir, mas não quero ficar"

Novos Horizontes




"Tudo bem, seja como for, se for por amor as causas perdidas"

Dom Quixote




"Nem sempre faço oque é melhor pra mim, mas nunca faço oque não estou afim de fazer.
Não viro vampiro, eu prefiro sangrar.
Me obrigue a morrer, mas não me peça pra matar"


Nunca se Sabe




"Eu não vou viver pra sempre, nem morrer a toda hora"

Pose(Anos 90)




"Um calor do cão, um frio de rachar
Tudo aqui parece estar fora do lugar...
Uma sensação difícil de explicar
Tudo aqui parece estar fora do lugar...
O dia, a noite, terra, fogo, água e ar
Sem você fica tudo fora do lugar"


Sem você(É foda)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Engenheiros do Hawaii V: Somos quem podemos ser

Considero essa, uma das melhores letras dos Engenheiros, mesmo não sendo uma das minhas preferidas, ela tinha que faezr parte dessa série.



Somos quem podemos ser


Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração...


A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...


Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...


Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum...


A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...


Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...


Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...


Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...





Composição: Humberto Gessinger

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Engenheiros do Hawaii IV: Pose

Polo Petroquimico



Pose

Vamos passear depois do tiroteio
Vamos dançar num cemitério de automóveis
Colher as flores que nascerem no asfalto
Vamos todo mundo...tudo que se possa imaginar


Vamos duvidar de tudo o que é certo
Vamos namorar à luz do pólo petroquímico
Voltar pra casa num navio fantasma
Vamos todo mundo... ninguém pode faltar


Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta
Vamos velejar no mar de lama
Se faltar o vento, a gente inventa


Vamos remar contra a corrente
Desafinado coro dos contentes


Vamos velejar num mar de lama
Se faltar o vento a gente inventa


Vamos remar contra a corrente
Desafinado coro dos contentes.


Composição: Humberto Gessinger

Pose(Anos 90)


Vamos passear depois do tiroteio
Vamos dançar num cemitério de automóveis
Colher as flores que nascerem no asfalto
Vamos todo mundo, tudo que se possa imaginar.


Vamos duvidar de tudo que é certo
Vamos namorar à luz do pólo petroquímico
Voltar pra casa num navio fantasma
Vamos todo mundo, ninguém pode faltar.


Se faltar calor a gente esquenta.
Se ficar pequeno a gente aumenta.
Se não for possível, a gente tenta.
Vamos ficar acima
Velejar num mar de lama
Se faltar o vento a gente inventa.
Vamos esquecer o dia da semana
Tem que ser agora,
Anos 90.


Vamos remar contra a corrente
Desafinar do coro dos contentes
Se for impossível, se não for importante
Mesmo assim a gente tenta.


Não é pose, não é positivismo
Quanto pior, pior
Não é pose, não passará
Não passaremos por isso.


Fora tudo o nosso baixo astral
Eu não vou perder meu tempo brincando de ser mau
Eu não vou viver pra sempre nem morrer a toda hora
Como rasgos pré-fabricados no meu velho jeans.


Pode anunciar da direita o nosso horário
Pela TV a cabo uma baleia acaba de nascer
Nascer pode ser uma passagem violenta
O futuro se impõe
O passado não te agüenta.


Meninos do engenho santa ingenuidade
Santíssima Trindade: Sexo, drogas, Rock'n Roll


É pura pose, é qualquer coisa
E o pior não é isso
É pura pose, posteridade
E o pior não é isso.


Vamos passear depois do tiroteio
Vamos dançar num cemitério de automóveis
Vamos duvidar de tudo que é certo
Vamos namorar à luz do pólo petroquímico


La La La La...

Vamos remar contra a corrente
Desafinar do coro dos contentes
Vamos ficar a cima, velejar num mar de lama
Vamos esquecer o dia-a-dia.


Composição: Humberto Gessinger




NOTA: A dica pra colocar a versão original foi do Jule!
Gracias!
XD

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Engenheiros do Hawaii III: Ela Sabe

ela sabe
Ela Sabe

Ela sabe muito bem o que quer
Ela sabe o que precisa fazer
e vai a luta
não escuta ninguém


Ela sabe muito bem o que é
que se espera de uma mulher
mais não quer nem saber
ela manda a ver

Ela sabe muito bem o que quer
ela sabe o que precisa fazer
vai a luta,
e não escuta ninguém

A maioria esmagadora
a voz da razão
bom senso, uníssono,
ensurdecedor

Na lua cheia ateia fogo as próprias vestes
só pra acordar de
bom humor

Pra agradar o que der e vier
só a força de uma mulher
que sabe muito bem o que quer
e ela sabe, ela sabe
vai a luta não escuta

A maioria esmagadora
a voz da razão
bom senso, uníssono,
ensurdecedor

Na lua cheia ateia fogo as próprias vestes
só pra acordar de
bom humor

Ela sabe, ela sabe, ela sabe, ela sabe, ela sabe, ela sabe.

Composição: Humberto Gessiger

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Engenheiros do Hawaii II: Dom Quixote

Você pode até dizer "Nossa, dentre tantas músicas muito melhores dos Engenheiros, por que postar Dom Quixote?!", eu responderia que por dois motivos:


1. Eu não estou aqui para fazer um top, com as melhores músicas dos Engenheiros;


2. Também conservo um certo amor às causas perdidas. Uma visão otimista e romântica sobre várias coisas, a vontade de fazer o melhor possível, mesmo que não baste pra acabar com todos os problemas do mundo.


moinhos


Dom Quixote



Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento

Muito prazer...ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

Composição: Humberto Gessinger / Paulo Gauvão

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Engenheiros do Hawaii: Biografia

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A formação do grupo ocorreu em 1984, dentro da  faculdade de Arquitetura de Porto Alegre, em virtude de apresentações que serviam como protesto à paralisação de aulas. O nome da banda  deu-se por conta de uma rixa existente entre Arquitetos x Engenheiros, satirizando os estudantes de Engenharia que usavam roupas de surfistas.

O primeiro show aconteceu em 1985, no mesmo dia (11/01/85) simultaneamente com a abertura do primeiro Rock in Rio. Depois de algumas apresentações em palcos alternativos da capital gaúcha conseguem gravar duas músicas na coletânea Rock Grande do Sul (1985), e umas delas faz um grande sucesso no sul, Sopa de Letrinhas. Devido ao grande sucesso a gravadora BMG decidiu arcar com o LP inaugural chamado de “Longe demais das capitais”.



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Em 1987, lançam o disco “A Revolta dos Dândis”, destaque para as músicas Terra de Gigantes, Infinita Highway e Refrão de Bolero. A partir desde albúm começam as grandes apresentações do grupo, as quais lotavam estádios e ginásios pelo país. O trabalho seguinte recebe o nome de “Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém”, de 1988,  mais uma vez a banda é alvo da crítica, desta vez em relação aos clichês subvertidos presentes nas letras de Gessinger.

Carlos: "Somos absolutamente fascinados por isso, frases de efeito ou sei lá como chamam. De repente, duas coisas estandardizadas como o símbolo hippie e uma engrenagem, quando juntam vão formar uma outra coisa. Essa é uma viagem da banda".

Humberto: "O que me fissura nos ditados é que são superpresentes. Fico atento pra pegar essas pérolas, essas frases de caminhão. A gente subverte uma palavra no fim e já cria um efeito ambíguo. O nonsense e o abstrato são geniais, o supra sumo da cultura ocidental. Mas hoje em dia eu tenho horror da sua vulgarização. Acham que todo nonsense faz sentido, caretearam. O que a gente tenta é sair desse atoleiro de nonsense. É buscar o significado e enlouquecer, desmistificar a razão. Pegar um ditado teoricamente careta e subverte-lo".

Deste lp nasceram sucessos como: Ouça o que eu digo, não ouça Ninguém, Somos quem podemos ser, Tribos e Tribunais e A verdade a ver navios.Este vinil também marca a saída do grupo da cidade de Porto Alegre para o Rio de Janeiro

O disco seguinte, de 1990, foi  “O Papa é Pop”, neste disco a banda grava pela primeira vez uma música que não foi composta pelo grupo - Era um garoto que como eu amava os beatles e os Rolling Stones, primeira música que Humberto aprendeu a tocar ao violão, ainda criança, e que era tocada inicialmente pela banda em showmícios para eleição presidencial de 1989. Este disco alçou os Engenheiros a categoria de "melhor banda de rock do Brasil". Vendeu mais de 350 mil cópias e estourou com as músicas: O Papa é pop, Exército de um Homem só, Era um garoto...(por coincidência em uma época de guerra), Pra ser Sincero e Perfeita Simetria. Além de tantos sucessos, as rádios ainda descobriram Refrão de Bolero, música do segundo lp da banda.

O disco caracteriza uma estética "limpa", desde a capa até o som, gravado com bateria eletrônica, guitarra e baixo totalmente limpinhos. Marca também o batizado da banda como produtora de seus discos, fato que se repetirá nos próximos dois LPs.

Ignorados pela Folha, elogiados pelo New York Times

No meio de toda essa briga com a crítica os Engenheiros foram convidados para tocar no Rock in Rio II, juntamente com Guns n'Roses, Sepultura, Capital Inicial, Lobão etc... Enquanto outros artistas nacionais eram apedrejados pelo público os Engenheiros fizeram um show que levantou o público com sucessos como Alívio Imediato emendada com Help dos Beatles e Era um garoto... Os Engenheiros foram a única banda brasileira a se apresentar no festival elogiada pelo jornal americano New York Times, enquanto a Folha de São Paulo ignorava solenemente duas apresentações da banda para um Ibirapuera lotado, não divulgando nem em roteiro.

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De 1990 até 2007, foram vários trabalhos lançados incluindo-se “Novos Horizontes-Acústico II”. A última turnê foi realizada em 2008 para o lançamento do Acústico MTV e os planos de retorno da banda acontecerão somente em 2010, quando os Engenheiros do Hawaii completarão 25 anos de carreira.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Engenheiros do Hawaii I: Ilex Paraguarienses

Eu não poderia começar a homenagem aos Engenheiros por outra música:

mate






Ilex Paraguarienses


Hoje eu acordei mais cedo
Tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória... procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso... nada deve pesar
Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda


Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda
Verde... quente... erva... ventre... dentro... entranhas
Mate amargo noite adentro estrada estranha

Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

... ilex paraguariensis...
... ilex paraguariensis...